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Governo diz que economizou R$ 5,2 milhões com mudança em licitações

Secretaria divulga que gastou metade do previsto em 3 anos

Uma mudança no sistema de para contratação de serviços de reparos e substituição de peças de veículos e máquinas garantiu economia de 50% nas despesas do Governo do Estado com a manutenção da frota oficial. Com isso, R$ 5,2 milhões ficaram nas contas do Estado e puderam ser utilizados em outros investimentos.

De acordo com a Secretaria de Administração e Desburocratização, isso se deu graças a adoção do chamado ‘leilão reverso’, diferente dos leilões tradicionais, em que compradores competem para adquirir algum bem ou serviço por meio de lances; no leilão reverso, os vendedores é que competem, oferecendo custos menores para prestar seus serviços.

“No processo convencional o custo com a manutenção da frota oficial seria o dobro do que foi gasto até agora”, diz o secretário de Administração, Carlos Alberto de Assis. A nova forma de leilão passou a ser usada a partir de janeiro de 2015.

A Administração tem aproximadamente 300 oficinas cadastradas nessa nova plataforma de tomada de preços adotada pelo Governo do Estado. “Esse sistema dá mais opção de fornecedores e prestadores de serviço, diminui prazos, dá maior transparência e reduz os custos pela metade”, afirma Assis.

Os pré-requisitos básicos para a concorrência são menor preço, qualidade do serviço e menor prazo de entrega. A tomada de preços é monitorada e acompanhada em tempo real por todas as partes, inclusive auditores.

De acordo com o superintendente de Patrimônio e Transporte da SAD, José Alberto Furlan, a frota oficial é composta de 4,6 mil veículos, distribuídos nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

Contenção de gastos

No ano passado o Governo deixou de gastar R$ 1.796 milhão com manutenção. Em 2015, a economia foi de R$ 1,755 milhão e, em 2016, chegou a R$ 1,679 milhão.

Segundo a Secretaria de Administração, além da redução no custo com a manutenção da frota oficial, o Governo do Estado reduziu em 20% os contratos de compras e serviços permanentes. As mudanças no sistema de transporte de servidores também contribuíram para a redução dos gastos com o custeio da máquina administrativa.

Com o corte dos ônibus que circulavam praticamente vazios, em rotas que não atendiam a locomoção dos servidores, o Governo do Estado deixou de gastar R$ 3,8 milhões/ano. Já pelo pregão eletrônico, que inclui a compra de kit escolar, espelhos de carteira de identidade e insumos hospitalares (oxigênio) por exemplo, o Estado deixou de gastar R$ 850 milhões a partir das mudanças no sistema de compras governamentais.

A plataforma de leilão reverso cobre, além dos veículos, a manutenção de motocicletas, caminhões, carretas, motores de popa, embarcações, e equipamentos como os desencarceradores, auto escada mecânica, motosserras e geradores.

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