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Bolsonaro diz ser vítima de campanha para destruir sua reputação

Relativas à multiplicação do patrimônio da família


O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e seus filhos que exercem mandato se manifestaram em redes sociais, nesta segunda-feira (8/1), sobre reportagens relativas à multiplicação do patrimônio da família e ao recebimento de auxílio-moradia. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Por meio do Twitter, Bolsonaro postou ao menos quatro mensagens atacando o veículo de comunicação e alegando ser vítima de perseguição.

“O Brasil vive a maior campanha de assassinato de reputação de sua história recente protagonizada pela grande mídia. Chega a ser cômico, com tanto escândalo e crime dentro da política, a pauta são minhas ações lícitas. Escolheram viver no mundo da fantasia onde eu seria o mau”, escreveu o deputado federal.

“A realidade é dura para meus adversários. Precisam se conter em apontar pra mim e me chamar de bobo e feio, enquanto suas opções são bandidos, criminosos, mau caráter, corruptos, canalhas, desonestos, e por aí vai”, acrescentou.

Segundo a reportagem, mais tarde, o presidenciável publicou um vídeo com a legenda “Minha declaração em 2016 sobre meu patrimônio”, em que usa como defesa o fato de o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot ter arquivado, com uma canetada, denúncia anônima sobre sua declaração de bens em 2014.

As publicações de Bolsonaro, porém, não abordam quase nenhum dos pontos relativos à sua evolução patrimonial. Em postagem anterior, na noite de domingo, ele havia falado em calúnia.

Filhos
Os filhos do deputado também se manifestaram.

“Gostaria de ver a mídia fazendo levantamento de bens no mesmo estilo com outros presidenciáveis, e nem precisa somar com patrimônio de filhos, cachorro, papagaio para induzir e prejudicá-lo não. De boas, afinal teríamos de saber de todos. Isso aqui não é democracia imparcial”, disse Carlos (PSC-RJ), que é vereador no Rio.

“No aguardo, mas tem que ser num domingo sem querer também! Tá ‘serto’?! Mas tem que ignorar data de compra, fingir que não sabe somar e fazer uma manchete bem isenta também!”, completou.

Eduardo (PSC-SP), também deputado federal, publicou mensagem lembrando um episódio de 2015.

“Na foto @FlavioBolsonaro mostra em 2015 documento do PGR Janot arquivando denúncia contra Bolsonaro por ‘suspeitas sobre suas casas’ devido a ‘ausência de elementos indiciários mínimos que apontem para a prática de ilícitos penais do parlamentar’. Em 2015!!!”

“Até o momento a @folha não se conforma com a sequer abertura de processo contra Bolsonaro por conta de imóveis. O PGR arquivou: ‘não existem indícios mínimos de ilícito'”, acrescentou. “Folha de SP, me chama de corrupto, porra!”

Eduardo também chamou as reportagens de “tendenciosas”.

“A matéria da @folha é tão tendenciosa q nem considerou o boom imobiliário de 2010/11 ocorrido no Rio por conta da Copa e Olimpíadas. E no final diz ‘tudo foi legal’. Ridículo”.

Já Flávio (PSC-RJ), deputado estadual no Rio, escreveu apenas uma vez.

“O problema não é quem declara o patrimônio, alcançado licitamente. Mas sim quem esconde o seu, em nome de laranjas ou em malas de dinheiro. Vão atrás dos corruptos, p…”.

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