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Família cobra apuração de assassinato, após revelações e novas suspeitas

Crime aconteceu em Maracaju no fim de 2017

A morte de Adjalmo Vargas Machado, de 51 anos de idade, que aconteceu no dia 14 de novembro de 2017, na cidade de Maracaju, localizada a 162 quilômetros de Campo Grande, até o momento não foi esclarecida e os familiares cobram maior empenho das autoridades na apuração do assassinato, principalmente depois que o suspeito de ter cometido o crime fez revelações que podem mudar o rumo das investigações. 

O irmão da vítima, que organiza uma manifestação pacífica, em Maracaju, para o dia 25 de janeiro, Altamir Vargas Machado, 55 anos, relata alguns fatos que considera 'estranhos', que estariam acontecendo em torno do assassinato de Adjalmo, que disputou as eleições de 2016 como candidato a vereador no município.

“Foi um crime de pistolagem. Era 23h (do dia 14 de novembro de 2017) quando ele saiu do serviço e chegou em casa. Ao tentar abrir o portão, encontrou um palito de fósforo no cadeado. Com isto ficou algum tempo parado e nisto o pistoleiro chegou e disparou cinco vezes”, declarou.

Seguido ainda o irmão, um suspeito foi preso em flagrante logo depois do crime, mas acabou solto na manhã seguinte por falta de provas. Acontece que este mesmo suspeito apontou que o autor do crime seria um policial civil lotado na cidade.

Este suspeito teria inclusive procurado a corregedoria da Polícia Civil, em Campo Grande, para contar aquilo que sabia. “Ele disse que meu irmão foi morto porque tinha presenciado um outro assassinato cometido pelo mesmo policial civil”.

Altamir alega ainda que a polícia estaria com vários indícios que poderiam dar um rumo à investigação, mas até o momento continua sem apresentar qualquer resultado concreto. Critica também a posição da corregedoria que não tomou nenhuma providência em relação ao policial.

A reportagem entrou em contato coma assessoria da Polícia Civil para saber do posicionamento da corregedoria, mas não houve retorno até a publicação da matéria. 

A manifestação do dia 25 começará às 8h em frente ao fórum da cidade e posteriormente o grupo (inicialmente está prevista a participação de 50 familiares e amigos) se deslocará para a Prefeitura e Ministério Público.

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