Você está aqui

Já viu? Casal de corujas tem lugar cativo em esquina movimentada da Capital

Tem até uma placa que serve de alerta e de poleiro às aves

  • Há dois anos, casal de corujas construiu toca e gramado tornou-se morada (Fotos: Cleber Gellio/Midiamax)
  • Há dois anos, casal de corujas construiu toca e gramado tornou-se morada (Fotos: Cleber Gellio/Midiamax)
  • "Olá, humanos!" (Fotos: Cleber Gellio/Midiamax)

O casal de corujas, empoleirado, protege a toca escavada no gramado e observa a paisagem como se nada a seu redor estivesse acontecendo. Entretanto, a toca fica bem nas proximidades de um dos cruzamentos no qual o tráfego é sempre intenso, na Chaadi Scaff com Rodolfo José Pinho, no Itanhangá, em Campo Grande.

Até aí tudo bem... O que chama atenção, na verdade, é que o lugar que as corujas escolheram como casa já tem até uma plaquinha de alerta, pedindo respeito das pessoas no espaço. Tudo ideia da gerente Ana Paula Nunes Soares, que trabalha há anos numa loja bem em frente à toca.

Corujas já estão acostumadas com presença humana, mas não perdoam os cães (Foto - Cleber Gellio/Midiamax)

"Tem uns dois anos que a gente começou a ver que elas estavam sobrevoando muito aquele lugar. E aí quando a gente viu elas já tinha escolhido o morrinho e estavam cavando a toca", conta a gerente. "Aí a gente notou que depois da primeira ninhada elas ficaram, então a gente se preocupou com a segurança delas e meu marido teve a ideia de fazer uma plaquinho", conta Ana Paula.

A plaquinha foi presente de um amigo do marido, que trabalha com placas de madeira para fazendas. "A gente precisava proteger, porque poderia de repente alguém passar com o carro por cima e desmoronar a toca. Então, no final do ano passado, a gente ganhou a placa e meu marido a fixou", completa.

E assim o casal de corujas, da espécie coruja-buraqueira, ganharam a mordomia de uma placa indicando que, apesar dos carros, ali é uma região de paz e sossego. " As clientes vêm o tempo inteiro fazer foto. Aliás, não só elas, mas a gente vê muita gente parando o carro, desce, faz a foto e segue caminho. Elas estão bem acostumadas com o movimento, só se passar cachorro é que elas dão uns voos rasantes", conta a gerente.

Apesar de terem sido adotadas, as corujas não ganharam nome. "Ah, elas não são bicho de estimação, né? A gente adora ficar vendo, claro, mas não rolou essa ideia de dar nome, não", conclui Ana Paula.

Pela cidade

A coruja-buraqueira é uma ave da espécie strigiforme, que recebe nome científico 'cunicularia' (pequeno mineiro), pois vive em buracos cavados no solo. Também é conhecida pelos nomes de caburé, coruja-barata, coruja-do-campo, coruja-mineira, corujinha-buraqueira, corujinha-do-buraco, corujinha-do-campo, guedé, urucuera, urucuréia, urucuriá, coruja-cupinzeira e capotinha.

Elas são importante nio controle de pragas urbanas e preferem se alimentar de pequenos roedores. Então, se vir uma corujinha entocada por aí, deixe-a em paz e lembre-se que ela pode dar fim àquele ratão que está apavorando sua cozinha.

Tópicos