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Grafites e pinturas artísticas são pintadas de cinza no Córrego Prosa e artistas lamentam

Não há alegação da prefeitura para pintura

  • Onde haviam grafites e alguns desenhos de artistas, cinza foi colocado / Foto: Cleber Gellio
  • Onde haviam grafites e alguns desenhos de artistas, cinza foi colocado / Foto: Cleber Gellio
  • Pintura antes da cobertura cinza / Foto: Arquivo Midiamax
  • Pintura antes da cobertura cinza / Foto: Arquivo Midiamax

A maioria dos paineis e grafites que estavam colorindo várias partes do Córrego Prosa há cerca de um ano foram totalmente cobertos de tinta cinza nesta sexta-feira (22), em Campo Grande. Localizadas nas paredes da estrutura do córrego e nas contenções da Rua Joaquim Murtinho com a Avenida Fernando Corrêa da Costa, a intervenção urbana contou com a presença de vários artistas como Pedro Guilherme, Marilena Grolli, Erika Pedraza e outros, parte de uma das intervenções da Confraria Sociautista. 

Porém, sem divulgar a razão, tudo foi pintado de cinza, lembrando de um episódio ocorrido em abril deste ano em São Paulo (SP), quando o prefeito João Doria (PSDB) mandou pintar grafites de diversos locais da cidade de cinza.

Em Campo Grande, ainda não se sabe qual a razão da pintura, e a prefeitura da Capital, procurada pela reportagem nesta tarde, não se posicionou a respeito nem confirmou se uma equipe da Solurb presente no momento da pintura dos muros e das contenções estaria realizando a pintura. 

Porém, segundo a grafiteira Marilena Grolli, nenhum artista foi avisado. "A arte urbana tem essa característica. Ninguém se preocupa em avisar o artista. Estou na arte de rua há 18 anos. Esses paineis foram feitos com material próprio, os peixes que eu fiz (na parte interior do córrego), fiquei três finais de semana fazendo", relata. Na época, a autorização para grafitar o espaço público veio da então Fundac (Fundação Municipal de Cultura), hoje Sectur (Secretaria de Cultura e Turismo). 

Outra situação (que também aconteceu em São Paulo), é que sai o grafite, entram os pichadores. "Você tira a arte e vai vir a pichação. É um espaço que deveria ter um respeito muito maior. Se houver uma justificativa, é uma falta de respeito ao artista que deveria ter sido pelo menos avisado", opina. 

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