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Governo estuda a volta da Lotesul para aumentar investimento na Cultura

Athayde anunciou em reunião com setor musical

Reunião com artistas e técnicos do setor musical o secretário estadual de Cultura e Cidadania, Athayde Nery, anunciou, na tarde desta segunda-feira (18) que o Governo estuda a volta da Lotesul (Loterias de Mato Grosso do Sul). O anúncio foi feito em resposta a diversas demandas levadas pelo setor musical ao titular da Secc (Secretaria Estadual de Cultura e Cidadania).

Segundo Athayde, são necessárias algumas articulações para a volta da Lotesul, que é uma concessão federal. Além da Cultura, a verba arrecadada é destinada também para a assistência social e a previdência.

Durante a reunião, os cerca de 30 representantes levaram diversas demandas do setor musical. Entre elas está a não execução do edital Som da Concha 2017, solicitação de reforma dos equipamentos culturais, como o teatro Aracy Balabanian, maior presença de artistas regionais no conteúdo da rádio Educativa e mais transparência na escolha das atrações musicais que compõem os grandes eventos. Além disso, os profissionais sugerem a criação de mais mecanismos musicais, como festivais e cadastro dos músicos do Mato Grosso do Sul.

O presidente do Simatec/MS (Sindicato dos Músicos, Autores e Técnicos de Mato Grosso do Sul), Beko Santanegra, que participou da reunião, rebate o argumento de falta de verbas por parte do Estado.

“O Governo afirma que não teve dinheiro para dar continuidade aos editais e projetos, mas seguiu com a programação cultural, por exemplo, dos 40 anos do Estado, priorizando artistas de fora. Muitas das atrações musicais, ficamos sabendo apenas quando seus nomes foram publicados no diário oficial, bem como os cachês. Então pedimos mais transparência nesses processos”, defende.

As queixas foram além das escolhas dos nomes e cachês pagos, concentram-se também na participação do cantor Almir Sater. Athayde explicou que a escolha é natural quando se trata de uma programação cultural com objetivo de reforçar e celebrar identidade sul-mato-grossense, mas afirmou que entende a frustração dos músicos.

O secretário defende também a transparência e participação dos segmentos culturais na escolha dos nomes e na execução dos projetos. Segundo ele, a questão vai ser resolvida com aprovação do Plano Estadual de Cultura, que foi aprovado na semana passada.

“O plano é um mecanismo que fortalece o Conselho Estadual de Cultura, que passa a ser deliberativo. Com a aprovação do plano e do sistema estadual de cultura, teremos de fato a criação de uma política de estado para a cultura em Mato Grosso do Sul, o que é uma grande conquista.

Em relação ao Som da Concha, o edital de 2017 será executado a partir de Fevereiro, com mais frequência, em finais de semana alternados. Até então acontecia uma vez por mês. Athayde prometeu também que o edital 2018 será lançado no ano que vem e deve passar por aprimoramentos. De acordo com o secretário, cidades do interior com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Urbano) farão parte de um circuito, que deve contemplar também a periferia da Capital.

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