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‘Precisava de mais 100 bombeiros’, diz gestor de parque em chamas

São 20 oficiais atuando no local

  • Incêndio no Parque das Várzeas do Rio Ivinhema/Foto: Divulgação
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  • Incêndio no Parque das Várzeas do Rio Ivinhema/Foto: Divulgação
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Em seu sexto dia, o incêndio no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema precisaria de mais oficiais atuando para apagar as chamas. A informação é do gestor do parque do Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), que informou, nesta quarta-feira (18), que a linha do fogo chega a 4 km de extensão e são pelo menos 25 mil hectares perdidos, conforme os cálculos do instituto e do Corpo de Bombeiros.

Para o gestor do parque, Reginaldo Oliveira, um número maior de bombeiros é necessário para combater o incêndio. “Precisava de mais 100 bombeiros para apagar o fogo efetivamente. O que as equipes que estão no local fazem é controlar o fogo para que não avance em áreas mais preservadas do parque”, explicou.

Mais equipes saíram da Capital e chegaram ao parque na manhã desta quarta-feira (18), totalizando 20 pessoas envolvidas no combate ao incêndio. 

Conforme Oliveira, a linha de fogo chegou a 4 km de extensão, mas apesar das perdas, os danos ambientais não são tão grandes devido as características do próprio parque. “Queimou mais a pastagem no local. Da mata natural, se perdeu muito pouco, queimando mais as folhas e isso, dentro de 2 ou 3 meses, deve voltar”, disse. O Corpo de Bombeiros calculou que foram 30 mil hectares destruídos, mas o gestor informou que seriam 25 mil hectares.

Sobre os animais, Oliveira considera que houve poucas perdas se comparado as proporções do incêndio. “Nós encontramos apenas pequenos roedores, répteis e anfíbios. Os animais maiores como onças pintadas, pardas e capivaras, puderam fugir para o rio que passa pelo parque”, pontuou.

Além do acesso difícil e dos ventos fortes no local, a mata seca tem ajudado a alastrar as chamas, mas o gestor acredita que os prejuízos não devem aumentar devido ao controle dos bombeiros em evitar a propagação das chamas. “Ele [o fogo] não está mais avançando. Está circulando em áreas que ele já queimou”, explicou Oliveira.

Pela localização do parque, Reginaldo considera que é pouco provável que as chamas saiam dentro do perímetro do local. “O parque é totalmente isolado. O fogo não sairá do local, não tem risco de atingir fazendas ou outras localidades”, disse.

O incêndio

Segundo tenente-coronel Waldemir Moreira Júnior, chefe do Centro de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros Militar um raio que caiu na última sexta-feira (13) iniciou o incêndio no local.

Houve informações de que o fogo foi extinto após uma chuva no sábado (14), no entanto, na madrugada dessa segunda-feira (16), oficiais de Fátima do Sul, Naviraí, Ivinhema e Nova Andradina, foram acionados para combater as chamas.

Conforme informações do Imasul, o parque tem mais de 73 mil hectares e está localizado na Bacia do Rio Paraná e sua extensão abrange as cidades de Jateí, Naviraí e Taquarussu.

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