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MS 40 anos: Da erva-mate ao orgulho jovem, Dourados e a região sul

Neste ano, população da cidade superou os 218 mil habitantes

Da exploração dos ervais, nos anos 1870, ao título de Portal do Mercosul, Dourados se consolidou como o grande polo produtivo da região sul do Estado, que nesta semana completa 40 anos. A segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, distante 228 quilômetros da Capital, tem números que surpreendem e animam principalmente os jovens, maioria entre a população da cidade.

Estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revela que neste ano a cidade fundada em 1935 ultrapassou a casa dos 218 mil habitantes. A ocupação de jovens da faixa etária entre 20 a 24 anos chama atenção: são eles a maioria da população da cidade.

O desenvolvimento tanto da educação, que conta com a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), quanto do mercado de trabalho na região faz com que muitos jovens optem por continuar na cidade, diferente de muitos outros do interior do Brasil que sonham em viver nas capitais. 

Antes de detalhar o perfil do douradense dos dias atuais, vamos voltar um pouco no tempo, mais especificamente nos anos 50. O desenvolvimento de Dourados, que já foi distrito de Ponta Porã, tem relação praticamente íntima com o agronegócio.

Exploração de ervas e colônia de agricultores, e depois pecuaristas, vindos de estados como São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul fizeram com que a importância da região sul logo chamasse atenção dos políticos do então Mato Grosso, que não pouparam esforços para investimentos na região.

Boa parte dos colonizadores que transformaram a região - que hoje é a segunda mais importante do Estado - se instalaram por aqui em 1870, quando a Companhia Mate Laranjeira S/A viu em Dourados uma terra fértil para exploração da erva-mate. Com o avanço do processo de colonização da região, outras culturas econômicas como a pecuária também iniciaram suas atividades.

E já que não é possível falar de desenvolvimento econômico sem citar melhorias na infraestrutura, lembremos também do período de abertura de rodovias na região, que se intensificou a partir de 1950. Com isso, Dourados se consolidou como polo agropecuário e também de serviços em Mato Grosso do Sul.

A década de 90, no entanto, é considerada o “ponto de virada” para que de uma vez por todas a cidade fosse lembrada pelos sul-mato-grossenses como de suma importância para a economia do Estado. Esse período é marcado pelo desenvolvimento da área urbana da cidade, que hoje, por sinal, tem taxa de arborização maior que a de Campo Grande, com 96,9% das vias com árvores.

Se pudéssemos definir o douradense com base no censo do IBGE, teríamos um jovem de 20 a 24 anos, com rendimento mensal de 2,6 salários mínimos e com formação considerada boa nos anos iniciais, conforme desempenho no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

Mais da região

Apesar da região sul do Estado ser geralmente lembrada pela importância de Dourados, outros municípios têm relevância para a economia e história de Mato Grosso do Sul. Entre eles estão Ponta Porã, Caarapó, Fátima do Sul, Itaporã, Douradina, Maracaju, Laguna Carapã e Deodápolis.

Uma das que mais se destacam na região, Ponta Porã, distante 316 quilômetros da Capital, tem como marca o comércio, muito em razão da fronteira com o Paraguai estar definida apenas por uma rua, a Avenida Internacional.

Atualmente, segundo o IBGE, a estimativa é que a cidade se aproxima dos 90 mil habitantes. A média de remuneração do ponta-poranense é mais baixa se comparada a Dourados: 2,2 salários mínimos.

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