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Cerca de 3 mil funcionários da JBS protestam no centro de Campo Grande

Eles ameaçam acampar na Assembleia Legislativa

O protesto de funcionários da JBS percorreu as ruas do centro de Campo Grande e foi para a Praça do Rádio. Com medo de serem demitidos por conta do bloqueio de R$ 730 milhões da empresa, mais de 5.000 trabalhadores, nas contas dos organizadores, e 3.000, nas da Polícia Militar, participam da manifestação, que terminou por volta das 13h30. A rua Padre João Crippa, na esquina com a avenida Afonso Pena, foi bloqueada.

Os empregados da JBS querem que a Assembleia Legislativa e o governo do Estado encontrem uma solução para preservar os empregos. A empresa paralisou na terça-feira (17) as atividades das sete unidades em funcionamento no Mato Grosso do Sul por tempo indeterminado. A empresa afirma empregar 15 mil funcionários no Estado.

Manifestações também foram feitas no interior do Estado, em frente das unidades e nas prefeituras, segundo os organizadores.

Apesar de a decisão da Justiça atender um pedido da CPI da JBS, no Poder Legislativo, manifestantes responsabilizam o governo estadual. “O Reinaldo Azambuja para se vingar [da delação da JBS] manteve o bloqueio. E o Dr. Paulo Correa também está envolvido”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Campo Grande, Vilson Gregório.

Agora, os manifestantes ameaçam acampar na Assembleia Legislativa, caso não seja encontrada uma solução. O presidente da Casa, Junior Mochi (PMDB), tem uma reunião nesta quinta-feira (19) com a vice-presidência da JBS.

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