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Rodovias de Mato Grosso do Sul estão entre as piores do país, aponta Dnit

BR-262 e BR-060 são as mais problemáticas

Quase 50% das rodovias de Mato Grosso do Sul, administradas pelo Dnit (Departamento Nacional de Trânsito), não estão em bom estado de conservação. No ranking nacional das piores estradas do país, o Estado fica atrás apenas de São Paulo e Acre. Para o departamento do governo federal, Mato Grosso do Sul tem 53% de suas rodovias em bom estado, ou seja, mais da metade tem o tráfego tranquilo em sua observação. Por outro lado, 12% dos trechos são classificados como péssimo, 13% ruim e 21% é avaliado como regular. 

No levantamento divulgado pelo Dnit, a BR-262, entre as cidades de Água Clara e Três Lagoas – uma das principais rotas para São Paulo -, praticamente não tem pontos em que de boa conservação, transformando o trajeto em um desafio. Na BR-060, caminho de acesso ao município de Chapadão do Sul. 

O percurso é formado, majoritariamente, por trechos considerados péssimos, conforme avaliação do Dnit. Dos 00 quilômetros de estradas, somente alguns pequenos pontos são classificados como bons. Seu ponto inicial é na cidade de (DF), e o final, em Bela Vista (MS), na fronteira com o Paraguai.  

Já o trajeto da rodovia que leva à Corumbá, na região Oeste, a estrada é considerada adequada. Na análise é possível verificar que entre as melhores do Estado está a BR-357, na qual a maior parcela da está em boa situação. A BR-419, que faz conexão entre Anastácio e Nioaque, apresenta em sua maior parte boa manutenção, com exceção de dois trechos apontados como regular. 

Os critérios para avaliação do pavimento levam em consideração a ocorrência e frequência de defeitos no pavimento. Já, os critérios para avaliação da conservação, levam em consideração a situação da roçada (altura da vegetação), da drenagem (dispositivos superficiais) e da sinalização (elementos verticais e horizontais). De acordo com o ICM, quase 70% das estradas do país apresentam boas condições, enquanto cerca de 30% estão entre regular, ruim e péssimo.

O ICM é obtido a partir da soma do índice do pavimento, que tem maior peso (70%), com o índice da conservação. Se o índice é menor do que 30, a rodovia apresenta 'Bom' estado de manutenção e requer apenas serviços de conserva rotineira. Se o valor do ICM estiver entre 30 e 50, a rodovia apresenta situação Regular e requer serviços de conserva leve. Se o ICM estiver entre 50 e 70, a rodovia está em estado Ruim de manutenção e requer serviços de conserva pesada – nível 1. Se o ICM for maior que 70, a rodovia é considerada em estado Péssimo, o que requer serviços de conserva pesada nível 2 (mais profunda).

De acordo com o Dnit, quase 70% das estradas apresentam boas condições, enquanto cerca de 30% estão entre regular, ruim e péssimo.

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